De poços e ganchos de tirar balde despencado

Foto: João Colalillo Netto



DE POÇOS E GANCHOS DE TIRAR BALDE DESPENCADO
Orlando Lisboa Almeida
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Nosso colaborador Joao Colalillo Netto postou um gancho de tirar balde de poço e isto me fez recordar de uma pequena crônica de família. Fomos morar em Mauá em 1961 na Rua Duque de Caixas, 284, Vila Bocaina, perto do antigo tanque ao lado da Avenida Itapark. Família de sete irmãos, sendo quatro marmanjos. E tínhamos o famoso poço em casa e a água no início era retirada na base do sarilho de metal com catraca para o balde não "dar ré". De vez em quando a corda rompia e lá ia o balde para o fundo do poço. Tinhamos então um gancho para retirar o balde do fundo do poço. Os vizinhos sabiam do gancho e vez ou outra, tomavam o equipamento emprestado. 

Perto de casa morava uma mocinha cujos neurônios às vezes confundiam as coisas e ela não batia bem, mas sabia que em casa havia quatro jovens e "um gancho" para tirar balde de poço. Pois ela era uma freguesa relativamente assídua de bater palma em casa para emprestar o gancho ao ponto do pessoal de casa se referir a ela (entre nós de casa) como a "moça do Gancho". Meu irmão mais novo era muito gozador (e ainda é!) e dizia que a moça ao chegar para pedir o gancho emprestada, ficava encabulada e confundia um tanto as coisas na pedida: O meu gancho caiu no balde e eu vim emprestar o poço. Ah, não! O meu poço caiu no balde e eu vim emprestar a água... Sendo ela a moça do gancho, ficava fácil resolver a parada. Emprestava o gancho e ela ia feliz pra casa e logo voltava agradecida, devolvendo o gancho até a próxima demanda. Coisas da vida



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Sobre Alex Mauá

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