Carnaval no Independente



MAUÁ MEMÓRIA:
CARNAVAL NO INDEPENDENTE – ANOS 70
Autor: Orlando Lisboa de Almeida  contato: orlando_lisboa@terra.com.br
   
No início dos anos setenta, a nossa turminha de balada era formada basicamente por colegas de colégio, turminha do Viscondão.     Nesse tempo quase todo jovem circulava à pé, pois carro não era tão usual como hoje em dia.   Mas o pessoal dava um jeitinho de curtir a vida e se divertir dentro das possibilidades de tempo e grana, pois o tempo era pouco para a maioria que trabalhava de dia e estudava à noite.     E a grana dependia em geral do nosso próprio salário, sendo o meu, de bancário.    Não tinha essa de mesada, que é coisa mais recente.

Nossos lugares mais comuns de lazer então eram o Bar ABC ou Bar do Yugo após as aulas, principalmente nas sextas feiras, pois nos outros dias era complicado ter que pular cedo para ir trabalhar.     Cinema de vez em quando, umas idas para Santo André ou São Paulo de vez em quando, umas pescarias na Represa, mais para se divertir do que pegar peixes.  Quando pintava algum parque de diversões na área, o pessoal ia lá dar uma passeada.  O carnaval, o esperado carnaval nosso era mesmo no Independente, onde eu inclusive era sócio proprietário.   Sócio com carteirinha e um Certificado na cor Grená sobre fundo branco, já que o clube é Alvi-Grená. O nosso famoso “Pelego”, o apelido do Independente.    

A sede, ali na Rua Japão, em frente à Porcelana Mauá, com janelões para a rua.   Ficava cheio de gente dentro do clube e outro tanto lá fora tomando cerveja ou não, tentando arranjar um jeito de entrar para a folia.
Lá dentro do clube, a folia corria solta, alegre e sadia, muito agito ao som daqueles grupos de músicos que tinham muitos instrumentos de sopro como sax, trombone e outros mais.  Além da percussão de abalar do chão na base do surdão e tudo o mais.

As músicas.    As músicas eram os sucessos da época e aquelas mais antigas que já tinham virado “hino” e que eram indispensáveis para levantar a galera e não deixar ninguém parado.
Máscara negra, A Cueca pra fazer Pano de Prato, A Cabeleira do Zezé, Trocaram o Coração da Minha sogra, Vassourinha (a imortal para acelerar o final de cada seleção de músicas) e muito mais.

Comprávamos uma mesa em conjunto com os amigos e ali ficava o lugar para colocar os copos de bebida e água.    Me parece que o pessoal procurava não exagerar na bebida para aproveitar bem a festa, afinal lá também era lugar de paquera, de se divertir e se fosse só beber por beber, não precisaria pagar ingresso, era só ir pro boteco mais próximo e pronto.    Menos bebida era menos problema para os amigos na festa.

Assim foram muitos carnavais, onde o pessoal ia em turminhas, dançava, paquerava e se divertia muito. Muita gente ia em família em peso para o Carnaval.
Deixou saudade.
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