Viação Barão de Mauá mostra melhora (1979)

Revista expressão 1975

Viação Barão de Mauá mostra melhora
Na oferta de transporte, mas o povo ainda reclama de tudo e com razão...


Tendo em vista as matérias publicadas ultimamente neste jornal, apontando que o transporte coletivo em Mauá está péssimo e, principalmente a transportadora das linhas municipais, o diretor da viação Barão de Mauá, Milton Travassos, fez-nos uma demonstração através de seus dados estatísticos que houve uma melhora de 90% no setor, desde que assumiram a direção da empresa em junho de 1977.

Em contrapartida, comparando com os dados estatísticos do aumento populacional do município, as melhorias apregoadas pela direção da empresa de ônibus diminuem em índice.

Por outro lado, embora concordamos com o proprietário da empresa, Sebastião Passarelli, que nas horas de maior movimento (de manhã e à tarde),  o drama de se tomar uma condução seja igual em quase todas as cidades de grande concentração populacional, tanto no Brasil como no exterior, ficam algumas perguntas no ar...a serem respondidas. Embora saibamos de antemão, que as estradas municipais nunca deram condições para o trasnporte coletivo ser melhor.

Viação Barão de Mauá

Segundo Milton Travassos, quando a empresa foi comprada “encontramos uma frota de 78 veículos cuja idade média era de 10 anos de uso. A capacidade dessa frota era de 856 viagens por dia dentro do município. Havia necessidade naquela época  de mantermos duas equipes de socorro mecânico para atender, cerca de 30 carros quebrados por dia.
Logo após que assumimos, partimos para uma acelerada renovação da frota, pois a única solução dos transportes coletivos de Mauá era fazermos grandes investimentos na substituição desses carros antigos e altamente deficientes, por veículos novos, que correspondam  às necessidades do povo.
Alega o diretor “ Hoje, cerca de 27 meses depois, realizamos na cidade uma média de 1.600 viagens por dia, o que comparando com as 856 anteriores, representa uma oferta de transporte com uma percentagem de 90% maior, nas linhas, isso ocorreu, apesar do número de veículos ser o mesmo – 78, porque são carros novos, que dão uma média de três anos de usos e permitem esse grande aumento de número de viagens, Assim se cada ônibus antigo fazia no máximo dez viagens, hoje os novos atingem uma média de 25 viagens por dia.

Salientou ainda ele: “naquela época fazíamos consertos diários gerais em cerca de 65 ônibus e hoje a média é apenas dez, que têm necessidade de pequenos reparos, tais como troca de pneus e lâmpadas.

Por outro lado, continuou o diretor da Barão de Mauá: “atendendo as solicitações  que tem sido feitas – foram criadas as linhas do Jardim Anchieta, Jardim Zaíra (linha 2)  e Jardim Esperança, planos de expansão continuam a pretendemos a partir de outubro aumentar o número de carros em três linhas, que já operamos, bem como aguardamos estudo conjunto entre as autoridades municipais e as Sociedades Amigos de Bairro, para aumentar e remanejar os atuais circuitos de ônibus”

Para Milton Travassos fica assim provado o interesse da empresa Viação Barão de Mauá em bem atender as necessidades da população, não poupando para isso trabalho e capital, a fim de atingir esse objetivo. “Estamos com as nossas portas abertas para todos que queiram sugerir, criticar e dialogar no sentido de elevarmos o padrão dos transportes coletivos em Mauá”
Continuou  ele: “aguardamos ansiosos as melhorias prometidas pelo Prefeito Dorival Resende, dando prioridade à pavimentação asfáltica das vias principais da cidade por onde circulam os ônibus que tem recebido mundialmente prioridade, exceto em Mauá.

Acervo Museu Barão de Mauá
Jornal “ A Voz de Mauá
Concordamos que a Viação Barão de Mauá tenha aumentado em 90% o número de viagens dentro do Município conforme o demonstrado, pois conferimos os dados junto à fonte. Mas, se comprarmos o número de habitantes existentes em Mauá em 1977, que era na ordem de 220.000 pessoas, com a estimativa deste ano, que atinge cerca de 300.000, será que essa melhoria apresentada pela Viação Barão de Mauá é o suficiente? Quem se serve desses coletivos, saindo de casa de madrugada e retornando à tarde, no mesmo sufoco, sabe que não.

Quanto à afirmativa do dono da empresa, já dizemos de saída que concordamos, se o movimento de passageiros de manhã e a tarde, bem grandes e, acrescentamos aqui ser desumano, até em quase todas cidades, Mas ai, em termos de Mauá surge outra pergunta...

Quem não afirma que em 1977 e nos anos anteriores, o transporte coletivo de Mauá já era bem deficitário? E, esse índice de 90% de melhoria da empresa com o conseqüente crescimento populacional desenfreado dos últimos anos, não cobriu o déficit, que vem  se acumulando desde épocas passadas?

Por outro lado, damos razão ao dono da Viação Barão de Mauá. Quanto à estação rodoviária já não comportar o movimento de ônibus ali realizado.

Já quanto à poeira existente nos ônibus do senhor Passarelli, concordamos que embora os carros saiam limpos da garagem, não permaneçam assim devido a precariedade das estradas no Município.

Quanto a isso, sabemos que o prefeito Dorival Rezende muito tem lutado junto às autoridades federais e estaduais para a liberação de uma verba para pavimentar essas vias e aumentar a estação rodoviária. Sabe-se, porém extra oficialmente, que a verba para essas melhorias está em vias de ser liberada.

Jornal A Voz de Ribeirão Pires nº 493 - 1979     


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Sobre Alex Mauá

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