Pilar Futebol Clube, o primeiro time de Mauá

Ajoelhados (da esq. para a dir): Cesarino, José da Silva Camargo, Virgílio Bechelli,
o goleiro Zico Clara, João Leardini e João Zambelli, Sentados (da esq. para a dir):
 Benedito Clara, Júlio, Ricardo Bechelli, Primo Leardini e Zambelli, Destacam-se
o menino com  a bandeira do time, José Bonini, e o dirigente do clube,
 Antonio Campos (á direita, com gravata borboleta).

Por William Puntschart

Assim como ocorre em outras localidades brasileiras, também em Mauá o futebol pode ser considerado o esporte das multidões. Essa manifestação tem muitas histórias e está enraizada em nossa cultura.Quem, por exemplo, não guarda as imagens do primeiro jogo que assistiu, ainda criança, na companhia do pai?
O surgimento das primeiras equipes da cidade, todavia, deu-se na época em que Mauá ainda era denominada Pilar, nome que vigorou até 1926. Anteriormente a essa data, já atuavam o Pilar Futebol Clube, fundado em 1919, e o seu grande rival, a Associação Atlética Industrial , time de futebol que nasceu no interior da Companhia Industrial do Pilar, fábrica de louças em atividade de 1914 a 1964.

O Pilar Futebol Clube é apontado por pesquisadores e memorialistas como a primeira equipe que se formou na cidade. Na época as chuteiras eram chamadas bicancas e a bola de couro era costurada à mão. Devido à falta de recursos, cada jogador deveria adquirir seu próprio uniforme: meião, calção e a camisa do clube. Aliás, no uniforme principal do Pilar havia uma grande faixa horizontal no peito que combinava com as cores das meias, dos punhos e da gola.

A fotografia que você confere neste artigo é de 1922. O time veste o uniforme número 2, todo branco, com meias escuras e o emblema no peito com as iniciais P.F.C (Pilar Futebol Clube). Na ocasião, O Pilar venceu um grande time da capital pelo placar de 3 a 0.
Inicialmente, o Pilar Futebol Clube tinha um pequeno campo próximo ao Tanque dos Morelli, ao lado da atual Praça 22 de Novembro. Porém devido ao crescimento da cidade, o clube passou a treinar e a jogar nas imediações da antiga Anelina, depois Tintas Globo, próximo aos fornos da olaria dos Perrella, na área do atual Mauá Plaza Shopping.

No depoimento de antigos moradores, são lembrados os seguintes personagens futebolistas: Élio Bernardi, duas vezes prefeito em Mauá (1959-1962) e (1967-1970) e meio-campista do Industrial e do Clube Atlético Ipiranga: Ditinho, considerado o melhor jogador da história do Grêmio mauaense e, depois, defensor das cores do Esporte Clube São Bernardo e do Santos Futebol Clube; Jaú, zagueiro central do Independente e fundador do Ordem e Progresso no Zaíra; Andó, famoso ponta esquerda do Industrial na década de 60; José Benetti, autor do gol do vasco da Gama contra o Santos, na noite em que Pelé marcou o seu milésimo gol: e Pedro Benedetti , ponta direita do Independente nas décadas de 60 e 70 e que mais tarde daria nome ao nosso estádio municipal.

O leitor interessado em mais informações acerca do passado do futebol em Mauá deve consultar a obra de Ademir Médici, intitulada Industrial de Mauá e os campeonatos de futebol do Grande ABC, publicada no fim de 1997.



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