Porcelana Kojima

Porcelana Kojima - Acervo Museu Barão de Mauá

Por  Marize Tamaoki
Memórias e Histórias dos Imigrantes Japoneses na Cidade de Mauá

Yasuichi Kojima, imigrante pós-guerra, filho de Sho e Shigeo Kojima, natural da cidade de Tajimi, província de Guifu, Aos 19 anos de idade, em 12 de julho de 1953. chegou ao Porto de Santos, com um grupo de 20 pessoas, após 45 dias de viagem. Veio como técnico de cerâmica, para ajudar na implantação de uma industria de porcelana na cidade de São Caetano do Sul.

Trazia apenas uma pequena mala, pouco dinheiro, um colchonete de algodão e muita esperança no coração. Depois de conhecer Mauá e uma recepção calorosa, partiu para realizar seu sonho: construir uma fábrica de porcelanas na cidade.
Trabalhou cinco anos na Porcelana Dói S.A., em São Caetano do Sul, e com a indenização recebida, somada a suas próprias economias, comprou 5.800 metros de terreno no Bairro Feital.
Depois de mais de uma ano de atividade na Porcelana Mizuno, Kojima, trabalhando durante a madrugada e até a claridade da lua, construiu uma pavilhão no terreno comprado. Seus pais e seus irmãos Satoko, Atsuiochi e Massatomi chegaram ao Brasil, vindos do Japão, no dia 15 de julho de 1959, para ajudar Kojima na construção da fábrica, pois as condições eram precárias, já que não havia energia elétrica e água encanada.

Nesse inicio sem recursos, com o consentimento dos proprietários da Cerâmica Cerqueira Leite e de uma olaria da região, eles passaram a apanhar tijolos refratários quebrados e tijolos comuns danificados, com os quais construíram o primeiro forno e erguer a primeira chaminé de 12 metros de altura. Para a fabricação das primeiras peças, utilizaram as sobras de barro jogadas fora por uma fábrica de bonecas de São Caetano do Sul. Essas peças foram confeccionadas com o torno de chutar, feito de madeira, que era movimentado com os pés, exigindo grande esforço físico do operador.

A primeira queima para a fabricação das peças foi feita com capim seco retirado do próprio terreno e a segunda queima, que durou três dias, foi feita com lenha, em 9 de abril de 1960.
Kojima levou as primeiras peças para São Paulo, tendo conseguido vende-las para a loja Nakaya, situada na Praça João Mendes. Com o pagamento recebido à vista, fez as primeiras compras de lenha e material para fabricação de porcelana.
Com a chegada da energia elétrica, as vendas aumentaram, e Kojima começou a vender suas peças para todo o Brasil, principalmente para os restaurantes japoneses.

Yasuichi Kojima um dos homenageados no 12º Congresso
de História do Grande ABC - 2013

*Fotos de Yasuichi Kojima por Cecilia Camargo
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