Aristides Theodoro: Recortes e Matérias Anos 90



Sessenta Anos

O contista Aristides Theodoro, que mora em Mauá há mais de quarenta anos, completará amanhã, 27 de novembro, sessenta anos bem vividos. Pois como costuma dizer, a vida começa aos sessenta. Theodoro é um otimista incorrigível e está preparando para o ano novo o seu 6º livro, intitulado “O Homem que liquidou um Trovão a Tiro de Clavinote e Outras Estórias de Curiapeba”. Contos que originalmente foram publicados neste jornal, do qual é colaborador assíduo.
A Voz de Mauá


Da Ciência ao Realismo Fantástico
Por fim, releio Aristides Theodoro, nas comentadas “Estórias de Curiapeba”, Edições Alpharrabio. Como o título sugere e o mesmo não faz por onde esconder, trata-se de estórias, causos, ditos e chistes apanhados diretamente da boca do povo e sabiamente transformados em conto pelo jagunço curiapebano, tal como o grande historiador Câmara Cascudo, que colhia o material para os seus livros no universo do folclore e da cultura popular. Nessas estórias, somente o “Casa Assombrada” foge um pouco ao estilo dos demais causos, neste, o contador de estórias coloca uma maior dose de ficção, utilizando-se do macabro e do realismo fantástico, lembrando ora Edgar Allan Poe, ora o Nobel de “Cem Anos de Solidão”. Acredito ainda que Aristides Theodoro chama a atenção do leitor, na questão dos nomes, já por mim observada num prefácio para um dos seus primeiros livros - “Sertão Sinistro” (ainda inédito), publicado na Voz de Mauá, em 02/10/86, dizendo o seguinte: “... A criatividade na elaboração de nomes é característica principal desse livro de Aristides Theodoro. Começando por Curiapeba, cidade imaginária, com mapa e tudo, localizada no coração da Bahia, próxima à região de Canudos, a qual oferece subsídio à criação de personagens, à época em que os fatos se desenrolam”. Nesse sentido, segue as pegadas de William Faulkner, que inventou o famoso condado de Yoknapatawpha e Gabriel Garcia Marques criador da aldeia de Macondo, ambos servindo de palco para as suas criaturas. Passando pelo arruaceiro Marroás, João Nevoeiro e seu compadre Coló; somando-se Pé de Lebre, a Nêga Valei-me, Resmulungo, Cunegundes, o soldado Faconeris, Dromedário Carmelinho e tantos outros personagens do mesmo quilate, criados pelo nosso baianíssimo Aristides Theodoro.


Iracema M. RégisJornal da Manhã, 14/11/96
Folclore LiterárioO poeta e crítico literário Aristides Theodoro estará proferindo, dia 29 de novembro às 16 horas, na livraria Alpharrabio, palestra sobre Folclore na Literatura. Aristides vem se dedicando ao estudo do assunto há anos. Sua biblioteca, denominada por ele TOCA FILOSÓFICA, possui um acervo digno de um José Mindlin, além de ostentar na parede um quadro de Volpi.


Tribuna Popular Santo André, novembro de 1997
Aristides Theodoro, de Mauá, fundador do Colégio Brasileiro de Poetas, no final da década de 60, fala de suas experiência com a entidade. Ela reuniu um grupo de poetas da cidade, o primeiro do gênero a ser formado na região. O Colégio de Poetas permaneceu em atividade por quase 20 anos, período em que produziu três coletâneas.
Diário do Grande ABC, 28/06/94
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Sobre Alex Shinobi

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