Artistas do ABC: Marize Tamaoki Artistas do ABC: Marize Tamaoki | Mauá Memória, história e Cultura



Apresentação 

Marize Tamaoki é filiada ao SINAPESP Catalogada no guia de artes plásticas 94 Julio Louzada Participações New Circle International Artists Register Primeiro Catálogo de Artes Plásticas do ABC Anuário Arte&Artistas Brasil 2002

Formada em Educação Artística com Licenciatura em Artes Plásticas, pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo e pela FATEA de Santo André

Sou uma I-nokô. Termo poético. Significa: filho do amor ou mestiça, a perfeita integração da cultura japonesa com a brasileira. Cresci, assim, entre duas culturas: a do meu pai — japonesa — e a da minha mãe — brasileira -. Meu avô (ditian) emigrou para o Brasil vindo para a região de Presidente Prudente. Relativamente culto, logo aprendeu o idioma, passando a ministrar aulas de português para seus patrícios. Em homenagem à sua nova pátria, colocou apenas nomes brasileiros em seus seis filhos aqui nascidos: Izabel, Paulo, João, Maria, Rosa e Ademar. Meu pai João, o terceiro, nasceu em 1931.

 Ele era chamado algumas pessoas num trocadilho engraçado de JOAOPONES. Tenho muitas saudades e boas recordações de meu pai, já falecido. Ele me deixou muito da filosofia oriental: paciência, determinação, observação, senso de honra e gratidão. Minha mãe tem orgulho de ser filha de baianos, apesar de ser paulista, e com ela aprendi e observo qualidades como maleabilidade, criatividade, garra, dinamismo, sociabilidade e um incrível senso de humor, que a faz se recuperar com facilidade dos reveses da vida. Neste centenário da imigração japonesa, tenho a enorme alegria de representar o fruto destas duas raças tão diferentes. Hoje é perfeitamente natural a união de descendentes nipônicos com brasileiros. 

Na época em que nasci, meus pais sofreram muito preconceito de ambas as partes. Ao pesquisar sobre a imigração japonesa, fiquei comovida com o sofrimento e estórias de lutas de um povo que saiu do outro lado do mundo, almejando uma vida melhor; e também muito orgulhosa por ter nas veias sangue dos meus avós paternos que deixaram Tók-yo e Kyoto no início do século, vindo para esta terra distante, que hoje é o meu país. 

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