Desastre, mortes e ferimentos na pedreira da estação Pilar (Mauá) 1900 Desastre, mortes e ferimentos na pedreira da estação Pilar (Mauá) 1900 | Mauá Memória, história e Cultura

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Desastre, mortes e ferimentos na pedreira da estação Pilar (Mauá) 1900



Anteontem, às 4 horas da tarde no quilometro 50 da linha inglesa, próximo á Estação Pilar, deu-se um grande desastre nas pedreiras da Companhia Melhoramentos de São Paulo, situadas naquele ponto.
É o caso que uma das pedreiras explodiu inesperadamente, pelo fato de ter um estopim comunicado o fogo a uma minha de pólvora, sem que os operários, que se achavam a pequena distância, percebessem.

O Espanhol Manuel Vidal de 35 anos de idade, uma das vitimas do terrível desastre, foi encontrado no meio de um montão de pedras. Foram-se prestados os primeiros socorros, mas inutilmente, porque o mesmo, logo após, faleceria sofrendo cruciantes dores.

O Sr. Gustavo Bernardo, chefe de serviço da Companhia, naquele ponto, tratou logo de fazer a remoção do cadáver e de outros dois operários italianos de nome Manuel e Antonio Pando que ficaram feridos em consequência do desastre.

Uma maquina com um vagão partiu da estação de Ribeirão Pires, e foi até ao local do acidente, conduzindo dali os mortos e os feridos para o hospital da Companhia Inglesa, no Alto da Serra.

Aos feridos tinham sido antes prestados os primeiros socorros pelo Sr. Fernando Alberlazzi, empregado da Companhia de Melhoramentos.

No hospital do Alto da Serra, os feridos foram convenientemente tratados pelo Dr. Faria Lemos, tendo, apesar disso, falecido ontem Manuel Pando que sofreu ferimentos mais graves.
José Pando, irmão daquele, acha-se felizmente livre de perigo.

Texto publicado na integra: Correio Paulistano - Quarta Feira, 14 de março de 1900