Os últimos cortadores de pedras Os últimos cortadores de pedras | Mauá Memória, história e Cultura



Por William Puntschart

Por ocasião das pesquisas para a redação de Memórias, publicadas em 2004, tive o privilégio de dialogar e aprender com dois alagoanos ex-cortadores de pedra. O primeiro, José Maria de Gusmão, de camisa branca, aqui chegou em 1947. Logo foi trabalhar na pedreira dos Milanesi, onde cortava pedra com Fernando Zanella e Ennio Brancalion, primeiro prefeito eleito no município. Atuou, também, em outras pedreiras, confeccionando manualmente paralelepípedos e guias, enviados para São Paulo e cidades circunvizinhas. O cálculo do salário era feito por milheiro de artigos produzidos, porém, o árduo cotidiano não o impossibilitou de publicar brochuras em cordel, intituladas: Mauá: sua gente e suas histórias, O Barão e o Conde e Memórias de Mauá, da qual reproduzimos um pequeno trecho:

“ Foi na década de quarenta
Quando por aqui cheguei
Do estado de Alagoas
Para Mauá, migrei.
Nesta terra hospitaleira
Morada aqui fixei”

O segundo, Anísio Valério da Silva, de chapéu, aqui chegou em 1946, seguindo para a pedreirinha, no atual Jardim Silvia. Sua tarefa era produzir, com auxílio de ferramentas rudimentares, retratadas ao seu lado, cerca de oito metros de guia/dia. Com orgulho, destacou sua colaboração voluntária na edificação do Cruzeiro de pedra na Vila Independência. Generosamente, doou para o Museu Barão de Mauá, um pilão que confeccionou em granito
Original: William Puntschart

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