INSCREVA-SE NO NOSSO CANAL👉

 


SHOW DO SILVIO SANTOS EM MAUÁ NOS ANOS 60

Autor:  Engenheiro Agrônomo Orlando Lisboa de Almeida


     Era por volta de 1965 e eu andava pela casa dos 15 de idade, Morava em Mauá-SP desde 1961, uma cidade pequena, poucas ruas com calçamento, a cidade se estendia mais pelas baixadas e os morros eram encobertos pelo verde.   

Um belo dia ficamos sabendo que o já famoso apresentador Silvio Santos iria se apresentar num show ao ar livre em Mauá e o local era um terreno baldio ao lado do que depois foi o Bar do Carlão, na Avenida Capitão João, um pouco antes de chegar na Porcelana Real.

Ali no local havia uma das passagens de pedestres sobre o trilho do trem para quem vinha dos bairros próximos como Santa Lídia, Vila Augusta, Vila Bocaina, para o rumo da Vila Vitória.   Ou mesmo para tomar os ônibus da Viripisa (Viação Ribeirão Pires SA ), os verde/branco que iam até São Paulo, Um tipo de circular que parava em todos os pontos.

Nesse tempo na região a linha do trem não tinha muro como hoje em dia e as pessoas atravessavam à pé ou de bicicleta sempre correndo algum risco de atropelamento.   Hoje em dia no local fica uma passarela de pedestres para atravessar pela linha do trem.

Voltando ao Show.   Este que foi por perto de onde hoje tem a passarela de concreto ligando o Santa Lidia com a Vila Vitória.      

O show tinha como palco a carroceria de um caminhão com uma lateral aberta.    Lá era o palco.    O camarim era uma tenda de uns 20 m2 tipo tenda militar, verde oliva montada para a ocasião.    Dali saiam os artistas que se revezavam no palco.    Tempo em que o Silvio distribuía pequenos prêmios, quem sabe uma batedeira de bolo, um ferro elétrico, uma panela de pressão ou uma máquina de costura.

E me lembro de uma atração do show que era um cantor de quem eu nunca tinha ouvido falar.   Sólon Sales, um sorocabano que cantava música romântica e já se apresentava na TV.     Posso até ser traído pela quantidade de anos, mas parece que ele cantou inclusive uma música que seria mais popular na voz de Luiz Vieira.     “Taí o que é que dá /   casar sem ter certeza / faz como o Jeremia / Sai e larga a mulé presa / amarra o pé da dona / arrochadinho ao pé da mesa.    ... casar é muito bom / ser solteiro é uma beleza...

Show concorrido, gente pra todo lado, todos em pé ocupando a extensão do terreno ali do lado da Avenida Capitão João como foi dito.

Fica na lembrança de cada um.    E já digo que tenho algum traquejo no rabisco, mas haverá gente que foi ver esse show e pode até corrigir e acrescentar coisas que vi e não me lembro.