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Essa talvez seja a maior descoberta sobre a Casa bandeirista que hoje abriga o Museu Barão de Mauá desde sua criação.

Durante o trabalho de restauração e reforma do Museu Barão de Mauá no final do ano de 2020 e que ainda continua, os trabalhadores da obra ao realizarem um procedimento em uma das paredes perto do Oratório do Museu que fica em uma de suas salas, notaram algo bem estranho quando parte das 5 camadas de tinta que cobre uma área em cima da porta se soltou: Encontraram alguns desenhos e a medida que removiam essa tinta seca de cima da parede foram descobrindo que o desenho era bem maior do que pensavam.

Esse desenhos parecem contornar toda a porta da região da sala do oratório da Casa Bandeirista e também o Oratório em si, cabe agora a um especialista restaurador de obras  remover a tinta e ver até onde vai esse belo desenho que deve ter talvez  mais de 200 anos!

Tomara que a Prefeitura dê uma atenção especial a esse caso, pois essa pode ser a obra de arte mais antiga já encontrada em nossa região e pode ser o foco de futuras visitações ao Museu tanto de munícipes quanto de historiadores e estudantes de arte de todo Brasil.


Notem os detalhes impressionantes desse desenho que aparece na parede depois que foram removidas décadas de tinta branca que foi aplicada nessa parede.
Conforme foto abaixo do ano de 1975 esses já estavam escondidos sobre a tinta a quase 50 anos atrás:


De quando seriam esse desenhos? que incrível descoberta para o Museu Barão de Mauá, quem diria que uma simples reforma naquele espaço traria uma grande surpresa como essa! 
Esperamos agora que a Prefeitura de Mauá faça um estudo sobre essa e se possível posteriormente a restauração dessa bela obra de arte na parede do museu e descubra quem sabe outros tesouros escondidos na Casa Bandeirista.








Confira o texto de Renato Alencar Dotta sobre o Museu Barão de Mauá:

O Museu Barão de Mauá é atualmente o principal responsável pela manutenção da Memória e pela pesquisa histórica no município de Mauá.
Inaugurado em 06/11/1982 pelo prefeito Dorival Rezende, o museu foi assim nomeado em homenagem ao patrono da cidade que, segundo se supunha, teria morado na casa. Tal fato, porém, nunca foi comprovado.

O Museu possui um acervo de cerca de 10 mil itens que inclui objetos diversos, fotografias, livros e periódicos, referentes sobretudo à História de Mauá e do ABC Paulista. Em suas instalações realizam-se exposições periódicas referentes aos mais diversos temas, embora com ênfase na trajetória social e cultural do município.
A construção na qual o Museu está instalado é uma das mais antigas do ABC e um marco na História da arquitetura paulista: trata-se de uma casa bandeirista, erguida no início do século XVIII na técnica de taipa de pilão. Tal técnica consiste no preparo de barro com elementos diversos: pedras, pedaços de madeira, cipós, crina de cavalo e sangue de boi. Esse barro era despejado entre dois pranchões de madeira e socado. Ficava secando ao sol, quando eram retirados os pranchões, formando, assim, uma parede. Outros exemplares de casa bandeirista ainda existentes no Estado, estão localizados em São Roque (Sítio do Padre Inácio), em Santana do Parnaíba (Casa do Anhangüera) e São Paulo (Casa do Sertanista), entre outros.

A casa foi sede da Fazenda Bocaina, cujas terras cobriam uma grande área hoje pertencentes a outros municípios do ABC (como Santo André e Ribeirão Pires, além de Mauá). No século XIX, a fazenda pertenceu à família do Capitão João José B

arbosa Ortiz, juiz de paz de São Bernardo, que hoje nomeia uma das principais avenidas de Mauá.
Em 1922, parte da fazenda foi comprada pela imobiliária Pacheco, Schmidt & Victorino, que iniciou um processo de loteamento do bairro que passou a ser conhecido como Vila Bocaina. O casarão era alugado pela imobiliária para residência ou para realizações de eventos como bailes e festas. Foi sede de dois times locais, a A. A. Industrial e o Pilar F.C., que se revezavam na ocupação do espaço de 15 em 15 dias.

Em 1930, Adolfo Ferreira e família, vindos de São Paulo, compraram o casarão e ali se instalaram a partir de 8 de janeiro daquele ano. A família também alugava vários cômodos como moradia. Em 1975, a Prefeitura de Mauá desapropriou o imóvel, indenizando a família, até que 7 anos depois foi transformado no museu da cidade. Em 27/12/1983, foi tombado como patrimônio cultural do Estado de São Paulo.

Apesar de não haver comprovação de que o Barão de Mauá sequer tenha passado pela casa, é possível que um dos principais motivos da preservação do casarão colonial foi a sua fama de ter sido a “Casa do Barão”, sem a qual provavelmente ela teria o mesmo fim que outras construções antigas de Mauá, como o antigo Grupo Escolar (demolido em 1978) ou a antiga estação ferroviária de Mauá (totalmente remodelada no mesmo ano).

Endereço: Av. Dr. Getúlio Vargas, 276 - Vila Guarani, Mauá - SP, 09310-180
Telefone: (11) 4519-4011
Inauguração: 1982 (39 anos)
Tipo: casa bandeirista, museu, patrimônio cultural





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