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Por Orlando Lisboa de Almeida

Era formada pelos irmãos Lázaro Nunes Galvão e Maria Aparecida Galvão Guilherme e a época era pelos anos 60.

Família que migrou de Cesário Lange -SP na região de Tatui para Mauá em 1949 em busca de trabalho com carteira assinada, como muitos fizeram por aqueles tempos. Eram em sete e destes, três aprenderam tocar violão e tomaram gosto pela moda caipira.

Era mais comum cantarem nas reuniões de família e também ele, Lázaro, de vez em quando formava dupla de momento com outros violeiros da região da Vila Bocaina onde moravam.

Andaram cantando algumas vezes em circos que passavam pela região e algumas poucas apresentações em emissora de rádio de Santo André.

Os dois adotaram o nome artístico de Martinho e Martinha e não sei de quem veio a ideia e hoje em dia ambos são falecidos.

Cantavam a compunham.

Há até um episódio curioso. Uma vez eles estavam se apresentando na emissora de rádio e o esposo da Martinha ficou em casa cuidando das crianças pequenas. Quando a mãe foi cantar a criança reconheceu a voz da mãe e resolveu pedir para cantar tal música, achando que a mãe iria escutar o pedido assim. E pediu a música: Mãe, canta aí Chitaozinho e Chororó.

Por sinal, naquele tempo essa música era bem anterior à dupla famosa que adotou a mesma como nome artístico e estão aí na mídia desde sempre e passou por Mauá por coincidência.

A dupla Martinho e Martinha foi amadora e fazia a diferença nas reuniões de família, nos encontros da vizinhança e algumas apresentações públicas inclusive na Concha Acústica de Mauá. Ficou gravada com carinho na memória da família para sempre.


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