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Foto da estação em 1929, autor desconhecido

Roberto Botaccin

O Sítio Ribeirão Pires que pertencia a Feliciano José Rodrigues foi em 1830 transferido a José Fernandes da Silva, que no ano seguinte doara a José Alves de Siqueira. Com o falecimento deste em 1845, à viuva Francisca Alves Bicudo que o registrou em 1855 e transferiu três anos depois a Antonio José de Moraes.

No dia 28 de junho de 1861, Antonio José de Moraes, vendeu parte do "Sítio Ribeirão Pires - Bairro Pilar" à ferrovia. O tráfego foi inaugurado em 16 de fevereiro de 1867, e não deixou estação ou parada nesta localidade, pois as mais próximas eram as estações de São Bernardo (atual Santo André) e Rio Grande.

No relatório de obras efetuadas nesta ferrovia de 1867, consta que no Ribeirão Grande (Ribeirão Pires - atual), os taludes dos aterros adjacentes a ponte estão convenientemente revestidos de pedra.

Era próspero o estado desta ferrovia, cujo tráfego de dia em dia aumentava com o desenvolvimento da viação férrea principal ligando a Capital ao porto de Santos, era naturalmente o vínculo de maior parte da população agrícola, assim como das mercadorias de importação, que quase toda era feita por aquele porto. E sua prosperidade, portanto, estava perfeitamente garantida, sendo o movimento de tráfego  muito intenso.

Com a expansão dos sitiantes do Rio Grande que se estabeleceram nestas vizinhanças, como também a estratégica situação da Estação do Pilar (Mauá}, inaugurada em 1883, bem como também a necessidade do abastecimento de água, todos estes fatores deram motivo a construção de uma nova estação para os lados do Rio Grande', junto ao "Sítio RibeirãoPires".

Durante o ano de 1870 transitaram 75.399 passageiros das três classes entre São Paulo e Santos; 15.416 volumes de begagem, 3.343 animais e 102 dúzias de aves. Mercadorias taxadas por peso 68.431.930 quilogramas, ditas por volume 708.

A receita foi de 1.-932:577$650, e a despesa de 785:599$670 réis, resultando um saldo de 1.206:777$975 réis. A extensão da estrada era de 22 léguas ou 122,2 quilômetros.

No dia 1. o de março de 1885 sob a altitude de 751 metros acima do nível do mar, foi inaugurada a pequena estação ferroviária de Ribeirão Pires. Cuja denominação se deve ao sítio homônimo pois que o ribeirão destes tempos, era conhecido como Grande e não dos Pires.

A estação de Ribeirão Pires funcionava ao lado da atual Rua do Comércio, em prédio ainda existente junto a passagem de nível (Armazém), e os sitiantes adjacentes, eram na maioria de origem alemã, enquanto que predominava também uma outra numerosa família Pires, que morava próximo da atual Vila Santa Luzia.

Nesta época pertencia o Sítio Ribeirão Pires, a viúva Francisca Maria de Lima que o obteve em 1881 por falecimento de seu marido Antonio José de Moraes.

Junto da estação, e próximo a algumas pequenas casas já existentes, se desenvolveu a povoação, atingindo locais que hoje são as ruas Olimpia Catta Preta, Av. Santo André, Comendador João Ugliengo, Largo da Matriz, Núcleo Colonial, Pastoril, Rua Bonsucesso, R. Capitão José Gallo, R. do Comércio, Miguel Prisco (Antiga Estrada da Colônia) de lá partiam duas bifurcações uma em sentido a Mogi das Cruzes passando pelo Pilar Velho, e outra em sentido ao atual Mauá, seguindo pela Aliança. Em direção a Rio Grande da Serra existia um caminho que ligava o Pilar Velho, passando pela atual Estrada do Roncon, Fazenda Matarazzo, passando pela propriedade onde se localiza a Ãgua Mineral da família Dota rumo a vila de Rio Grande.

A atual Rua Major Cardim, era na época a ligação rumo a Estrada do Mar, pois não existindo a Represa Billings ela seguia até o local onde se situa o Sítio Santo Antonio e depois, desviando, seguia em direção a chamada Estrada de Lorena, descida para o mar.

Logo em seguida, no ano de 1888 com a chegada dos primeiros imigrantes italianos, o desenvolvimento da pequena vila começou a se acentuar.

No ano de 1895 foi construído o Prédio da atual Estação Ferroviária, sendo inaugurado em 1.0 de janeiro de 1900.



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