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Texto: William Puntschart 


O Barão em Mauá

Os empreendimentos de Irineu Evangelista de Souza - Barão e, mais tarde, Visconde de Mauá- em cidades europeias e países na América do Sul, já estão documentalmente comprovados. Cabe destacarmos os negócios realizados no município que, desde 1926, leva seu nome.

Com isso em mente, podemos apontar a compra pelo Barão de Mauá, por meio de seu procurador José Ricardo Wright, de uma grande área em Pilar, ao planejar o traçado da futura estrada de ferro, pela qual se arrastaria a “enorme serpente emplumada de fumaça”, nas palavras de Hobsbawn. 

O negócio envolvia duas grandes fazendas contíguas, pertencentes ao Capitão João Jose Barbosa Ortiz e irmãs, de acordo com a escritura expedida pelo Cartório do Primeiro Tabelião de Notas da Capital, em 5 de junho de 1861. Ao transcrevê-la, a professora Alessandra Ceoldo Scaramal- in memoriam-, destacou que pela primeira, denominada Caaguaçú, foi paga a elevada quantia de quatorze contos e quinhentos mil réis. Já pela segunda, Capoava, de menor extensão, foi investido o montante de oito contos de réis.

 Nos tempos rurais, Caaguaçú, ou mata grande, nomeava a extensa área entre a zona leste da capital paulista e os atuais municípios de Mauá e Ribeirão Pires. Já Capoava, ou terreno para o plantio, designava parte remanescente da enorme fazenda do Capitão João, cuja sede foi indevidamente demolida, em 1974, retratada abaixo, por ocasião da edificação do Viaduto Juscelino Kubitschek.



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