Os álbuns de figurinhas da Copa do Mundo fazem parte da cultura popular brasileira há décadas, atravessando gerações e transformando cada Mundial em um verdadeiro ritual coletivo — seja nas bancas, nas escolas ou nas famosas rodas de troca.
A história começa ainda em 1950, justamente no Brasil, com o primeiro álbum produzido por uma fábrica de balas, onde as figurinhas vinham como brinde. Desde então, o hábito de colecionar cresceu e ganhou força, principalmente a partir de 1970, quando a editora Panini lançou seu primeiro álbum oficial da Copa, consolidando um padrão que segue até hoje.
No Brasil, o fenômeno se popularizou de vez a partir da Copa de 1990, quando o álbum passou a ser comercializado oficialmente no país, tornando-se um sucesso imediato. Desde então, cada edição trouxe novidades: figurinhas brilhantes, versões especiais, álbuns de luxo e até versões digitais — mas sempre mantendo a essência: completar o álbum e trocar repetidas.
Ao longo das décadas, os números cresceram junto com o futebol. O álbum de 1970, por exemplo, tinha cerca de 288 figurinhas, enquanto edições mais recentes ultrapassaram facilmente as 600. Esse crescimento reflete tanto a evolução do torneio quanto o aumento do interesse global.
O álbum da Copa de 2026: o maior da história
A edição da Copa do Mundo FIFA de 2026 marca um novo patamar. O álbum lançado pela Panini conta com impressionantes 980 figurinhas, sendo o maior já produzido até hoje. Isso acontece porque o torneio também será o maior da história, com 48 seleções participantes.
O álbum tem cerca de 112 páginas e incluirá não apenas jogadores, mas também estádios, símbolos e figurinhas especiais. Cada pacote vem com 7 figurinhas, aumentando a quantidade — e também o desafio — para completar a coleção.
Quanto custa completar?
Se antes completar o álbum já exigia dedicação, agora virou quase um “investimento”. Estimativas indicam que o custo médio pode passar de R$ 7 mil, podendo chegar a valores ainda maiores dependendo da sorte (ou falta dela) com figurinhas repetidas.
Isso acontece por um motivo simples: a matemática das coleções. Para conseguir todas as figurinhas, o colecionador precisa comprar centenas de pacotes — muitas vezes repetindo cromos — a menos que participe ativamente de trocas com outras pessoas.
Muito além do dinheiro
Mesmo com os preços altos, o álbum da Copa continua sendo um fenômeno cultural. Ele marca o início do clima de Mundial, aproxima pessoas e cria memórias afetivas — algo que vai muito além do valor financeiro.
Trocar figurinhas na rua, completar páginas com amigos e encontrar aquela figurinha difícil continuam sendo experiências que nenhuma tecnologia substitui totalmente.
Os álbuns da Copa evoluíram de simples brindes em balas para coleções gigantescas e sofisticadas. O álbum de 2026 representa o auge dessa evolução: maior, mais caro e mais desafiador — mas ainda com o mesmo espírito que encantou gerações.
No fim das contas, completar o álbum pode até pesar no bolso, mas o verdadeiro valor continua sendo a experiência de viver a Copa de um jeito único.