Passarelas metálicas de 1909 marcam a história ferroviária do ABC e Alto Tietê
Em 1909, um documento do Ministério da Agricultura registra a instalação de passarelas metálicas em estações ferroviárias da região, incluindo Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Mauá (citada como “Pilar”). Hoje, poucas restam: a de Ribeirão Pires ainda existe, a de Rio Grande da Serra foi removida para restauração em 2016, e a de Mauá foi retirada nos anos 1980. Não há evidências de passarelas anteriores a 1909, o que é considerado improvável devido à baixa população da época.
Um documento histórico do Ministério da Agricultura, datado de 1909, revela um importante capítulo da infraestrutura ferroviária paulista: a instalação de pontes metálicas de passagem superior para pedestres em diversas estações de trem da região. Entre os locais citados estão Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Mauá e o enigmático “Pilar”, cuja identificação exata ainda levanta dúvidas entre pesquisadores.
Segundo o relatório, essas estruturas foram implantadas simultaneamente em várias estações ao longo da linha férrea, indicando um esforço coordenado para melhorar a segurança e a circulação de pedestres sobre os trilhos — algo incomum para uma região que, à época, ainda apresentava baixa densidade populacional.
Mais de um século depois, poucas dessas passarelas resistem ao tempo. Um dos exemplos mais notáveis é a de Ribeirão Pires, que ainda preserva parte de sua estrutura original. Já a passarela de Rio Grande da Serra passou por um processo de remoção em 2016 para restauração, evidenciando o valor histórico dessas construções.
Em Mauá, no entanto, a antiga passarela metálica teve um destino diferente: foi removida em meados da década de 1980, antes que houvesse uma maior conscientização sobre a preservação do patrimônio ferroviário.
Outro ponto que chama atenção no documento é a menção à estação de “Pilar”. Não há confirmação clara se esse nome se refere à atual região de Mauá ou a outro ponto da linha, o que abre espaço para novas investigações históricas.
Apesar do registro detalhado de 1909, não há indícios de que existissem passarelas anteriores nessas localidades. Especialistas consideram improvável, dado o perfil populacional reduzido da região no início do século XX, quando a demanda por esse tipo de estrutura ainda era limitada.
O documento reforça a importância das ferrovias no desenvolvimento urbano do ABC Paulista e arredores, além de destacar como elementos aparentemente simples — como passarelas metálicas — podem carregar um significativo valor histórico e cultural.

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